New Literature - Leandro Viana Braga

Sexta-feira, Outubro 26, 2007

Vamos aos fatos: estou irritado com a pouca quantidade de conteúdo. Para quem não sabe (leia Deb), feedback não é apenas aquele recurso que se coloca em blogs: é o retorno, de qualquer tipo, para qualquer empreendimento. No caso, o blog está me dando pouco retorno (queria tanto que minhas palavras dessem em alguma coisa).

Outro fato: minha poesia foi selecionada para o Prêmio Ideal. Tá no livro, com erro ainda. "Corpos que encantam as erasLL". A do vencedor do concurso está pior: cortaram o final.

Nada de dinheiro, apenas 10 livros para distribuir. Meu pai também ganhou os 10 livros. :D.

Como no ano passado, estou postando aqui a poesia selecionada. Um pouco de Raulzito e muito Augusto dos Anjos. Escrita numa sexta feira, no ônibus; no dia anterior tinha assistido um monólogo sobre o Augusto dos Anjos; ao meu lado, a menina da faculdade que só anda de saia; e eu, pensando "poxa, o cara escreve coisas concretas, e não devaneios... fala sobre assuntos que me fazem pensar... fala sobre o natural".

Poesias repostadas no blog.

Dança Macabra

Corpos e Anticorpos

Algo natural e iminente:
corpos que encantam as eras
circundam-se e liberam as feras
numa antipatogenia doente.

Cura escaldante que, de repente,
na estrutura dos corpos, se intera,
sendo apenas tudo o que se espera
da luta da aranha com a serpente.

Leandro Viana Braga
Sexta-feira, Outubro 26, 2007 - 12:22 AM

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Terça-feira, Outubro 02, 2007

1. Frase do Mês: "Can you help me? Occupy my brain?"

2. Layout novo. Tablóide inglês?

3. O pêndulo da mentira aponta para quem a verdade não diz. Por sempre tentarem se esquivar, ele balança.

4. Tenho um texto enorme e legal para postar, mas não vou fazer. Melhor guardar para vender.

5. Death Note: L significa algo

6. Será que ninguém entende a antropomorfização de objetos inanimados?!

7. "Critica da Estética da Mercadoria".

8. Estou triste com a falta de feedback.

Liars Pendulum

Cristal descartável

Adimirava a taça ao longe
Como ela fosse arte
- Se não era então
Uma obra orgânica
Dígna de ser esculpida.
Olhou-a mais uma vez
E desejou beber dela,
Pois até a própria saliva
Viraria o mais doce néctar.
Os olhos nela refletiam,
E as imagens da sua mente
Se faziam na face convexa.
Tocou a taça e virou-a.
O líquido foi engolido.
Nada foi perdido,
Nada foi aproveitado.
A taça, vazia
Já não mais refletia.
Se via apenas o outro lado...
Se via apenas outra taça...

Amor Violento

Voraz apetite de nada, devastador de dentro a fora,
Instiga por passatempo, já que lúdica é a cólera;
Antropofagia. Das mãos, dos gritos, do movimento.
O badalar assassino dos sinos. Batendo.
Ineficaz é a força que bate. Na pele, o sangue aflora.
Castiga quem bate por dentro. Contunde, chora.

Leandro Viana Braga
Terça-feira, Outubro 02, 2007 - 7:14 PM

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