De volta, com layout antigo e uma imperceptível mudança no Header.
Divulgue, use e abuse: http://www.dominiopublico.gov.br/
"Na minha visão, nada é exato, determinado ou material.
Porque, no meu mundo, cada mínima coisa é feita de sentimentos. E que coisa pode ser menos exata e determinada que sentimentos?"
-Tarsila
Na minha visão, até os sentimentos são "determinados": Ego, Superego, ID, neurotransmissores, etc.
"O complicado é conhecer as tais forças atuantes. Até mesmo os sentimentos se modificam baseados em certas lógicas. Acredito que se enquadrem nos eventos caóticos.
É lembrar que o que julgo ter acontecido "de repente", aconteceu por muitos e muitos motivos. Só não os conheço."
-Bruh
"Sempre leio só que fico com preguiça de comentar... haosiuashoaiuas! Ah, é você quem faz os desenhos?"
-Mateus
Comente sempre, amigo. Eu adoro o feedback! Os desenhos são de freelancers que desenham para o card game Magic: The Gathering, da WotC (o do post anterior a esse não é... desconheço o autor).

Para os religiosos com quem debato, não há moral para um ateu - absurdo, pois eu tenho uma moral! Para eles, toda causa de toda ação boa é fruto do bem que a crença em um deus traz. Para eles, se não há crença em deus, tudo o que um humem iria fazer seriam coisas ruins e egoístas, pensando apenas no próprio bem.
Argumento que as boas ações não vêm de um deus, mas sim do egoísmo. Tanto para um ateu quanto para um religioso, todo ato é feito por esse ato ser favorável a si próprio.
E aplicar essa idéia sobre um religioso é mais fácil que aplicar sobre um ateu: como todo religioso põe suas ações (pois em toda ação há uma moral) sobre os dogmas que a religião de tal deus (pois todo ato só é feito se não for pecado), fica fácil dizer que todas as suas ações ou não-ações são por conta dos benefícios ou não-punições que esse deus os traria.
Nesse ponto, um religioso atiraria para todos os lados. Uma das questões seria dizer que nem todas as suas ações são movidas por deus. Mas pelo quê são movidas, então? Pelos mesmos motivos que as ações de um ateu? E por quê então as explicações para tais ações não são válidas para as ações de um ateu?
Voltemos ao ponto do egoísmo. As ações de um ateu, boas ou ruins, são movidas, principalmente, pelo egoísmo. Digo principalmente pois muitos dos atos de qualquer humano são coordenados por fatores inconscientes (não possuímos apenas Ego, mas também Superego e ID).
Até mesmo nossas ações boas estão ali apenas para sustentar uma vida em sociedade, por mero impulso de sobrevivência que tantas espécies adiquirem. A moral - até mesmo a moral pregada por Cristo - se baseia simplesmente num código que possibilita uma vida melhor para todo o grupo. Isso pode ser analisado até por campos matemáticos, como a Teoria dos Jogos, onde vemos que cada pessoa tende a agir como a outra agiu com ela antes - portanto, suas boas ações tendem a voltar para você.
Gostaram do novo layout? Eu o apliquei apenas à página inicial, afim de conhecer as opiniões.
Um materialista ateu considera todos os atos calculáveis, atuantes numa cadeia lógica e natural, embora ainda não sejamos capazes de calcular todos. Portanto, se todos os atos são calculáveis, nenhum é não-calculável - nenhum acontecimento é divino (todos são naturais), Deus deve não existir.
Na visão do materialismo ateu, todos os fatos seguem uma cadeia lógica. Estão sob a lei da causalidade: vêm de uma causa e geram uma conseqüência.
Num cálculo infinentesimal, todos os atos são calculáveis: bastaria conhecermos todas as forças atuantes sobre ele. Porém, há os chamados eventos caóticos, que são assim chamados por possuirem um número de variáveis tão grande que seus cálculos são improváveis. Contudo, qualquer que seja o evento, numa visão materialista, ele está sob influências de causa e efeito e deve haver uma resposta lógica no mundo material, que é onde tanto ele quanto suas causas e conseqüências existem.
É engraçado como o termo "determinismo" faz tudo parecer ruim, só por se relacionar ao determinismo geográfico, etc. Uma visão determinista não encaixa um deus arbitrário nela. Qualquer interferência ao natural quebraria o determinismo, a lógica. Ao máximo, considerar deus como algo que compusesse o natural, com atuações lógicas e sistemáticas - mas, assim, seria um Deus?
E quanto ao Deus criador de tudo, causa primeira - e apenas isso? Já toquei nesse assunto. Não é divino, não é a causa que nenhuma religião jamais imaginou, não é o deus que nenhuma religião jamais imaginou.
Fui indicado pela Lena e pela Bruh no blogday. Não indiquei ninguém, pois nem sabia de tal coisa. Feliz... um pouco de reconhecimento e ajudas para o google me achar. Obrigado, meninas!
Inteligência assusta. A determinação de alguém que vai além dos limites do que é considerado correto é inquietante. Ultrapassa os questionamentos comuns e desbrava temas, quebra tabus.
Os humanos são muito acomodados. Não gostam de ser questionados. Se irritam com os que questionam. E os que questionam, muitas vezes, são o completo oposto: adoram ser questionados, afim de rebaterem os questionamentos; riem quando são questionados.
Os inteligentes - ou assim por mim considerados - são os que não se acomodam, procuram a verdade a todo custo, cutucam qualquer incerteza. Inovadores, livres pensadores, desprezam os outros e a si mesmos para alcançar um objetivo.
Tal "gênio" é incomum. Abala a ordem, quebra vaidades. Tais atos e seres são rejeitados, julgados errados não por suas idéias - que sequer são lidas - mas pelo modo como as exprimem, pelo ponto que tocou com elas.

Convicção assusta. Como pode um homem ser tão impassível em suas idéias, sem sequer a capacidade de defendê-las? Pois se defende, se persevera, não é convicto - é, ao máximo, cabeça-dura ou incapaz de entender o que lhe é dito.
Ao ser questionado, mira não no questionamento, mas no questionador. Se mirasse no questionamento apenas, não seria convicto. O convicto precisa dar uma resposta, sem responder coisa alguma.
É uma acomodação. Não procurar uma verdade - ou temer em achá-la. A resposta que já possui é suficiente. E a que não possui é errada, seja qual for.
Com convictos, não há debate, há combate.