New Literature - Leandro Viana Braga

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Soneto do Justo

É com muitas condolências que trago
Fatos que o destino reservou
Rabiscos que o tempo já levou
Na parede, fingindo serem quadros

Puxadas pelo novo velho escravo
Palavras que me dizem o que sou
Que mudam, dependendo de onde estou
Que dizem "eis aqui um homem bravo"

Contudo, sei que eu vivo com medo
Que descubra um dia meu segredo
Que carregue um dia então meu fardo

Justo sou. Sei e aponto o dedo
Bom é doce, mal é azedo
Mas o justo, um pouco amargo

Mente Volátil

Esse post vai ser mais ou menos uma coletânea de textos.

A arrogância

"É um defeito de caráter derivado da insegurança. É uma compensação. Pessoas arrogantes costumam ser pessoas inseguras a seu próprio respeito..."
-Carlos Maltz

É de incrível contradição não-contraditória. Arrogância é sinônimo de sentimento de superioridade. Contudo, os indivíduos arrogantes - como eu -, têm, no seu íntimo, um sentimento oposto. Inveja mesclada com pouca auto-estima.

Arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É comum conotar a pessoa que apresenta este sentimento como alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo de que não saiba ou sentir-se ao mesmo nível do seu próximo. São sinónimos, o orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade pelo próprio saber ou o sucesso.
-Wikipedia

Admito ser arrogante, mas não admito os adjetivos que essa palavra acompanha. Desejo ouvir os outros, mas também desejo ser ouvido. Guardo em mim uma ânsia pelo aprendizado. Me considero o mínimo que um ser humano deva ser.
Tenho orgulho, sei disso: me sinto bem contando aos outros o que já fiz. E quem não se sente? Sem dúvidas, cometo o pecado da vanglória - soberba e vaidade.

"Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Ele deve existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor."
-Wikipedia

Inicialmente, eu ia escrever sobre a arrogância apenas. Na minha cabeça, arrogância se mostrava no tom de voz, na força e impassividade - principalmente daquele que está errado. Mas essa palavra possui um significado mais amplo. Um sorriso pode ser arrogante, uma piada pode ser arrogante. Um jeito de ser despreocupado pode ser visto como pura arrogância.

Leandro Viana Braga
Segunda-feira, Agosto 27, 2007 - 6:51 PM

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Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Pessoal, removi as poesias do blog por um tempo, em decorrência de um concurso de poesias em que me inscrevi. Enquanto isso, terão que se contentar com a seção de textos, ou o longuíssimo texto sobre Humanos.

Hoje, vou apenas pedir novamente por sugestões para os próximos posts. E também, responder alguns comentários.

Time Stop

"Para muitas pessoas, culpar terceiros é um modo de ter a consciência livre, porque nem sempre elas podem mudar suas escolhas. Será que realmente adianta ser livre? Em muitas situações acho que não. Na verdade, as pessoas costumam pensar que existe em coisas maiores que ordenam tudo, porque a maioria delas precisa ter algo em que acreditar, algo em que se apegar nas horas de maior dificuldade. Nem sempre a liberdade é uma dádiva, porque a maioria das pessoas não param para pensar em suas atitudes, e acabam errando."
-Deb

Culpar os outros é um modo de ter a consciência livre. Eis a má-fé sartriana.

A liberdade é, sim, uma dádiva, Deb. Você deve se lembrar que todos são, em primeiro lugar, livres. Porém, se aprisionam. Todos erram, e todo erro tem conseqüências que são de culpa do próprio agente causador. E, mesmo errando, o ser realmente livre - aquele que não se utiliza da má-fé - ao menos sabe que o erro é só dele, e não culpa de outros. E, por isso mesmo, é capaz de corrigí-lo, ao invés de perder tempo culpando outros fatores.


"As verdades do cotidiano eu leio no jornal, ou escrevo para ele (profissão!). Tudo depende do tipo de conteúdo que é buscado. Eu não busco verdades, busco desafios. É um eterno estudo sobre objetos falsos e fantásticos. Isso para mim, é vida e vida, sem adjetivos, não deve ser vivida."
-Joana

Como Deb disse num comentário no post anterior, o jornal sempre nos traz as informações. E passamos batido. Sem reflexões - exceto por aqueles pseudo-intelectuais que de tudo reclamam, sempre jogando a culpa no presidente ou no governador.

Eu busco verdades. E busco desafios. Meu desafio maior é escrever e tentar mudar a cabeça de alguém nesse mundo. Um eterno estudo sobre objetos falsos e fantásticos: os humanos. Fantásticos pois são os mais evoluidos e estúpidos seres que habitam esse planeta.

Os adjetivos estão nas frases, mas não as são.


"Sou contra a pena de morte. Nada justifica matar...matar para mostrar ao outro que é errado matar."
- Gueixa Bania

Não é para mostrar ao outro que é errado matar. É para evitar ser morto. É para evitar que o injusto mate o justo.

O que importa não é quem você mata, mas quem você deixa vivo.

Leandro Viana Braga
Quinta-feira, Agosto 23, 2007 - 12:05 AM

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Sábado, Agosto 18, 2007

Pena de Morte

Ok. Já falei sobre esse tema.

Mas é só para refletir.

Entre condenar à pena de morte o médico que matou 40 pacientes em 16 anos e um malandro que aponta uma arma para 2 pessoas por dia afim de roubar-lhes um celular. Quem você escolheria?

O público em geral escolheria o médico. Eu sou indiferente quanto ao médico. É um caso raro, esporádico. Matá-lo seria por pura vingança. E vingança não leva a nada.

Já o criminoso põe constantemente a vida de outras pessoas em risco. As ameaça, coloca medo e limita o direito de ir e vir das pessoas. Como ele, existem milhares. Matá-lo não seria vigança, seria fazer o que a lei deve fazer: diminuir a criminalidade.

Sketch of Sift Art

Liberdade, Sartre, etc.

O humano está condenado a se prender...

O homem é condenado a ser livre, porém ele raramente o é.

Ele é condenado no sentido de que você é responsável pelo o que você colocou no mundo, pois as escolhas foram suas. Não se pode fugir disso.

Mas existem os que crêem em destino, em coisas maiores que ordenam tudo. Existem os humanos que colocam a responsabilidade pelos próprios atos em outras coisas, outras pessoas. Estes se enganam, não se vêem livres: eles culpam terceiros. E se agonizam, reclamam dos outros, dos "culpados", ao invés de perceber que a escolha foi deles e que, caso não desejem, podem mudar tudo novamente. Podem decidir o que virá a ser e, mesmo que a decisão leve em consideração terceiros, a escolha final é deles próprios - e eles próprios poderiam ter escolhido outra coisa.

A liberdade, ao ser encarada desse modo, deixa de ser uma condenação e passa a ser uma real dádiva: escolher a real melhor opção; ser ciente de que poderia ter escolhido outra coisa; saber que a responsabilidade é sua - mas, agora, pesando com mais critério se a escolha foi um erro ou não; e, principalmente, parar de perder tempo sendo um mero humano que de tudo reclama, ao invés de tudo resolver.

Leandro Viana Braga
Sábado, Agosto 18, 2007 - 9:24 AM

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Sábado, Agosto 11, 2007

Tô sem criatividade para escrever aqui. Foi-se o tempo em que eu pensava num tema e dissertava sobre ele; nessa época eu ainda lia (hoje, não leio tanto). Será que a falta de leitura tomou minha criatividade? Ou o que faz eu não escrever mais é a mesma coisa que não me faz ler mais?

De qualquer modo, já não consigo pensar num tema e escrever. Porém, busco questionamentos: tenho uma ânsia por (tentar) responder. Quero dúvidas, questionamentos, críticas. Sério, preciso de ajuda. Alguém tem algo novo aí?

Para os poucos que lêem meu blog: no final de cada post tem um butão para postar comentários: você clica, um pop up abre e você pode comentar na caixa de texto. Por favor: me tragam algo. Uma pergunta, uma idéia... um texto (de sua própria autoria ou que você leu por aí) para eu ler, comentar, criticar - contra ou a favor. De trechos da bíblia a argumentos céticos, quero um vão questionamento filosófico qualquer.

Stronghold Discipline

Os bucólicos as chamariam de pontes da alma.
Eu as chamo de correntes sufocantes e assassinas.
Nada mais metafórico.
Não me prendem realmente: é só uma desculpa, uma ilusão.
Mas estão ali. Não deixam a idéia andar.
Vão amarrando, amassando e comprimindo minhas palavras.
E nada mais perfeito do que uma escrita direta.
É só pegar a corrente, jogar por cima do muro e escalar:
Você logo estará do outro lado, com algo inútil, porém completo.
Ou não.

Leandro Viana Braga
Sábado, Agosto 11, 2007 - 11:26 PM

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