Vim simplesmente comemorar um soneto que completei agora a pouco. Note como ele muda a postura no último terteto.
Infelizmente, só consegui compor 3 (talvez mais, mas perdi).
Lembrem-se: essas palavras à direita do blog fazem parte de um menu. Tem mais poesias e mais textos lá. ;D
A Vênus caminha sobre tua aurora,
Estupora o coração que bate por teu beijo,
Que vive ainda vivo só pelo desejo
De tê-la a todo instante, como teve outrora.
Aflora minha amada, viva num lampejo.
Seja a flor serena que desperta fora
Da janela. E quando chegar tua hora
Dirás aos meus ouvidos o que tanto almejo.
És gota, és flor. És estrela e musa.
Não abusa do poder, bela medusa,
Que em pedra transformou meu coração.
Agora põe-te no horizonte da canção
E fica longe das que ainda virão,
Que hoje é a minha poesia que te usa.
Pancadas e dores precisas
destroem, me dão uma rasteira.
Furam o peito, tornam-o uma peneira,
para então curarem as feridas.
Num ciclo de dor e amor,
num mar sereno de felicidade,
hormônios massantes da puberdade
me empurram à visão o horror.
O cérebro dói, a dor me ronda.
Amor, paixão, coisa hedionda...
É você ou são coisas da idade?
O desejo, vivo, venerado, arde.
Dança na última aurora da tarde
e morre com o fim da ciranda.
Não sabes o que comes.
É tua própria criação!
Esqueça dos que viverão,
Pois eles não te darão nomes.
Senhor, por favor, apodreça
Ou exista sem expressão.
A ridícula escravidão
É, sim, tua essência.
E, mesmo sem sapiência,
Espero que não te esqueças
Que não existes sem a 'criação'.
Não adianta que atitude tomes:
Saiba que fomos nós, homens,
Que criamos a oração.